Sou do tempo da ditadura onde todo mundo na escola mandava na gente. Até pra ir ao "quartinho" (banheiro) era um "atentado" naquela época. Estudei na Escola Estadual José Vieira (Ao lado do Espaço), no Sesquicentenário fiz meu ginásio, e no Colégio Estadual do Bairro dos Estado foi o meu científico. Depois soube que muita gente bacana também estou lá, como Edilson Alves, Ricardo Coutinho, Buda Lira e Luiz Carlos Vasconcelos por exemplo. Até o ginásio era um época de ditadura plena. Os direitos estavam sob o comando do regime militar e de todos aqueles professores medrosos (eram muitos) que nos ensinavam que a chegada de Cabral foi festejada pelos indigenas e que a descoberta do Brasil foi uma ato amistoso. Bullshit! Hoje, na era da democracia temos uma especie de ditadura de todos os poderes. Qualquer sociedade minimamente organizada se acha poderosa o suficiente pra impedir que outras usem suas prerrogativas de forma livre e soberana. Moro no Edf. Caricé há pelos menos 10 anos e é incrivel o que vejo daqui de cima (moro do 12o andar). Além da ditadura dos carros de som (sempre às alturas desde as tenras horas da manhã), temos algo que a foto aí de cima ilustra muito bem. A ditadura das passeatas. Seja de estudante ou sem terra são sempre em um numero muito pequeno de participantes. Gritei pelas "Diretas Já" e saíamos da universidade (!) pra Praça João Pessoa sempre em um numero muito poderoso. Estudantes, professores, povo, todos por um direito justo. E era repito sempremuita gente. Talvez a causa fosse mais nobre... Não condeno as passeatas, pelamordedeus, condendo que este tipo de movimento hoje não provoca nem traz muitos resultados, principalmente pelo numero reduzido de participantes. Nunca vi, daqui do alto do Caricé mais que 50 pessoas nelas. Mas o que de pior acontece é que eles PARAM a cidade. Ocupam todas as pistas de trafego quando muito, poderiam seguir em faixa unica e o que isso acarreta? Poxa, engarrafamentos de toda natureza. 50 pesssoas não podem parar uma cidade! É menos que uma lotação de ônibus! Isso precisa ser repensado. É o direito de ir e vir. Pense quem tá no carro indo no médico com hora marcada? Quem tá no ônibus correndo pra uma aula importante? E aqueles que estão indo pra uma entrevista de emprego? Chegar atrasado é ponto à menos pro patrão, vocês sabem disso. A cidade não pode ficar refém dessas passeatas de meia duzia de três ou quatro ou então, o poder publico disciplinar pelo menos o uso de faixa unica pra que a cidade não pare nos gritos de frases feitas dos anos 70 por um locutor em cima de um carro de som (que as vezes é maior que a passeata inteira!). Pensemos nisso!
quarta-feira, 31 de março de 2010
O DIREITO DE IR E VIR - Cristovam Tadeu
Sou do tempo da ditadura onde todo mundo na escola mandava na gente. Até pra ir ao "quartinho" (banheiro) era um "atentado" naquela época. Estudei na Escola Estadual José Vieira (Ao lado do Espaço), no Sesquicentenário fiz meu ginásio, e no Colégio Estadual do Bairro dos Estado foi o meu científico. Depois soube que muita gente bacana também estou lá, como Edilson Alves, Ricardo Coutinho, Buda Lira e Luiz Carlos Vasconcelos por exemplo. Até o ginásio era um época de ditadura plena. Os direitos estavam sob o comando do regime militar e de todos aqueles professores medrosos (eram muitos) que nos ensinavam que a chegada de Cabral foi festejada pelos indigenas e que a descoberta do Brasil foi uma ato amistoso. Bullshit! Hoje, na era da democracia temos uma especie de ditadura de todos os poderes. Qualquer sociedade minimamente organizada se acha poderosa o suficiente pra impedir que outras usem suas prerrogativas de forma livre e soberana. Moro no Edf. Caricé há pelos menos 10 anos e é incrivel o que vejo daqui de cima (moro do 12o andar). Além da ditadura dos carros de som (sempre às alturas desde as tenras horas da manhã), temos algo que a foto aí de cima ilustra muito bem. A ditadura das passeatas. Seja de estudante ou sem terra são sempre em um numero muito pequeno de participantes. Gritei pelas "Diretas Já" e saíamos da universidade (!) pra Praça João Pessoa sempre em um numero muito poderoso. Estudantes, professores, povo, todos por um direito justo. E era repito sempremuita gente. Talvez a causa fosse mais nobre... Não condeno as passeatas, pelamordedeus, condendo que este tipo de movimento hoje não provoca nem traz muitos resultados, principalmente pelo numero reduzido de participantes. Nunca vi, daqui do alto do Caricé mais que 50 pessoas nelas. Mas o que de pior acontece é que eles PARAM a cidade. Ocupam todas as pistas de trafego quando muito, poderiam seguir em faixa unica e o que isso acarreta? Poxa, engarrafamentos de toda natureza. 50 pesssoas não podem parar uma cidade! É menos que uma lotação de ônibus! Isso precisa ser repensado. É o direito de ir e vir. Pense quem tá no carro indo no médico com hora marcada? Quem tá no ônibus correndo pra uma aula importante? E aqueles que estão indo pra uma entrevista de emprego? Chegar atrasado é ponto à menos pro patrão, vocês sabem disso. A cidade não pode ficar refém dessas passeatas de meia duzia de três ou quatro ou então, o poder publico disciplinar pelo menos o uso de faixa unica pra que a cidade não pare nos gritos de frases feitas dos anos 70 por um locutor em cima de um carro de som (que as vezes é maior que a passeata inteira!). Pensemos nisso!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Nosso Jornalismo Antecipado

Amigos e Amigas
Com o mestre (que está no andar de cima, esperando por nós) Roelof Sá, aprendi uma frase nova no jornalismo: Horário industrial. Ou seja, é aquele horário em que o jornal tem que fechar pra poder ser impresso e chegar antes ao leitor. Por causa disso, por exemplo, temos o jornal de domingo já pronto no sábado à tarde, o que honestamente,acho um absurdo.Então vou fazer aqui uma espécie de horário industrial das manchetes de jornal já pro ano de 2010, mostrando, que antes de mais nada, fazemos sim, um jornalismo previsível e sem poucas novidades. Vou me concentrar só nas manchetes mais banais e que repetimos anualmente. Não levem em conta o fato de 2010 ser um ano de eleiçao, porque, como depende do voto, tudo pode acontecer inclusive nada! Vamos lá?
JANEIRO
Reveillon atrai multidão às praias
Buena Vista encanta platéia do reveillon
Confusão no show da Banda Calypso
Férias: Praias Lotadas
Camboinha é inferno com jet skis e quadriciclos
Praias Lotadas no Verão
Sai o Resultado do Vestibular
Feras fazem a festa em Camboinha
FEVEREIRO
Folia de Rua precisa de apoio financeiro para começar.
Governo do Estado e Prefeitura apoiam Folia de Rua
Quarta Feira de Fogo:Muriçocas promete arrastar 1 milhão de pessoas.
Quinta feira: Cerca de 400 mil foliões descem nas Muriçocas
Irreverência do Cafuçu atrai milhares de foliões
João Pessoa esvazia no Carnaval.
Foliões animam o carnaval de Olinda
PRF registra menos acidentes nas rodovias no Carnaval
MARÇO
Ricardo ainda espera apoio de Cássio
Prefeitura e GRPU estudam demolição das barracas do Bessa
ABRIL
Ciceço ainda insiste em candidatura
MAIO
Por conta da queda do dólar, mais brasileiros vão à Copa do Mundo
Noivas preferem casar em Dezembro.
Transito da cidade continua caótico
JUNHO
Brasil para.Começa a Copa do Mundo de Futebol
Cassio ainda não decidiu se apoia Ricardo
Agora é definitivo:Ricardo candidato a Governador
Luciano Agra é o novo prefeito de João Pessoa
Maior São João do Mundo atrai milhares
Campina ou Caruaru? Qual o melhor São João?
Hospital de Traumas recebe queimados por fogos.
Brasil é Hexa!
JULHO
Termina o Maior São João do Mundo
Governo anuncia: Fenart só em 2011
Quem se habilita a segunda metade do ano?
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Você Conhece João Pessoa??
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Os pequenos pecados do dia a dia
A violência não é apenas esta que tá aí, sangue, mortes, assassinatos, brigas no trânsito, enfim. Acho que a violência também se caracteriza por pequenos atos do comportamento humano que acontecem no dia a dia. Tem sido duro tolerar certas coisas que a gente não faria e os outros fazem com a maior naturalidade. Por isso, proponho um joguinho neste blog pra gente tentar minimizar essas atitudes, porque penso que se a gente barrar a violência pequena (acredite, ela existe) a grande, pelo menos, diminuirá (será?). O jogo consta no seguinte: Vou começar uma lista de “pequenos pecados” e classifica-los com asteriscos (*) desse jeito:
um * NÃO TOLERO
dois ** DETESTO
três *** ODEIO
Você pode copiar a lista e acrescentar outros “pecados” e repassar. Vamos lá?
Pessoas cuspindo no chão **
Luz alta em via publica iluminada **
Gente que fura fila ***
Carro com mala de som às alturas ***
Mulher gorda com vestido colado *
Gente que joga lixo na rua ***
Homem ou mulher que fala muito **
Gente que deixa cachorro na cama onde dorme **
Meninas com óculos escuros gigantes *
Procurar vaga em estacionamento lotado *
Crianças berrando por algo que a mãe não quer comprar **
Criança (menos de 10 anos) com celular *
Celular no teatro, cinema, show ***
Shows que atrasam **
Gente que se acha **
Metrossexual (ainda existe?) *
Gente que trabalha em TV local e se acha **
Casal brigando em via publica, mesmo que verbalmente **
Garçom que atende mal ***
Gente que ache o twitter de frases *
Cantor que deixa (muitas vezes) a platéia cantar por ele **
Gente que demora em caixa eletrônico **
Gente que fala alto com o celular **
Crianças (meninas) super maquiadas *
sábado, 15 de agosto de 2009
Perdemos o Ponto Oriental pro Rio Grande do Norte?

Não é de hoje que os potiguaras tentam “roubar” nossas belezas. Sempre que vou à cachoeira do Roncador, em Pirpírituba, ouço dizer que sempre que guias turísticos de Natal vão lá levar seus guiados, dizem que a queda d´água mais famosa da Paraíba é deles, pode?
Não admito. O que é nosso tem e deve ser preservado. Que a praia de Touros pode ser considerada um extremo do Brasil, sim, pode. Lá é a curva do país, mas não o ponto mais oriental do Brasil, vejam a diferença no mapa acima que puxei do Google Earth (viva a internet!)
Como diria Fuba, somos a Porta do Sol sim!
Desde a virada do milênio, os potiguares, digamos, mais espertos, tentam nos roubar o título de extremo. Extrema falta de respeito a deles.Vamos parar com isso, minha gente, vamos defender o que é nosso com todas as letras e música: “Somos a Porta do Sol, desde país tropical, somos a mata verde a esperança, somos o sol do extremo oriental”
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Voltamos às Tribos?

As atitudes humanas hoje, em pleno século 21, estão muito estranhas quando se pensa na palavra futuro. Parece que estamos voltando ao passado no comportamento humano. Vejam só: viramos “tribais” isolados em “castas” criadas por nós mesmos e que não são poucas: tem a tribo dos “funkeiros” tribo dos “rockeiros”, tribo dos “reagge”, dos gays, dos intolerantes, dos tolerantes, dos mauricinhos e patricinhas, dos traficantes, dos “sem terra” , dos com (muita) terra, dos políticos, dos eleitores, do povo pobre, dos poucos ricos.Um sempre em oposição ao outro.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
A Força dos Atores e Atrizes

Responda: Porque as novelas, cinema e teatro ainda fascinam tanto? Porque lá existem atores e atrizes que reproduzem todo ou em parte o universo que nós vivemos, seja de forma glamurosa, seja de forma trágica. Hoje em dia qualquer menina bonitinha com 12 anos quer ser atriz, não é bacana? Claro, não só pela fama e o dinheiro que a profissão traz, mas também de poder representar a realidade para milhares de telespectadores.

