quarta-feira, 4 de março de 2009

A Política da Lapinha

A Paraíba tem certas coisas que não dá pra entender. Nenhum raciocício mais lógico do mundo consegue "sacar" de como a gente tem uma tendência a uma enorme "pequenêz", principalmente no campo político. Fabricamos aqui o que chemarei de "politica da lapinha" . Lapinha ou Pastoril é uma manifestação popular onde dois grupos procuram chamar mais atenção para capturar votos dos assistentes. Meninas vestidas de vermelho, ou encarnado, como queiram, disputam os votos, aplausos e algumas moedas contra outras meninas vestidas de azul. Lado a lado, mediadas pelo "velho" vão em busca cada grupo, do sucesso. É uma festa folclórica muito popular no Nordeste brasileiro. Pois é assim que sinto a política da Paraíba. Uma verdadeira Lapinha onde sempre há uma tendência de sempre termos dois (ou mais) grupos politicos. Mas geralmente dois. Senão vejamos: Braga X Burity , Burity X Ronaldo, Ronaldo X Maranhão, Maranhão X Cassio e agora estão dividindo um grupo politico que aparentemente estava até agora coeso. Querem uma nova gangorra: Maranhão X Ricardo.



Jornalistas, analistas politicos, adversários, todos agora, especulando contra o futuro do meu Estado, desejam o rompimento de duas pessoas que ao meu ver estavam juntas...Ou não estavam? Ou aquilo tudo era "fachada"? Aquela convivência, abraços, presenças em palanques e programas eleitorais de TV era tudo "falso"? Se for, não entendo mais nada. Na hora em que o Estado precisa crescer com governo estadual e a principal cidade, a capital João Pessoa, em possível união tudo vai por água abaixo? Ah, Camará!Camará! A gente sabe no que isso vai dar!



Com governos initerruptos do mesmo partido o Ceará hoje é uma potência, Pernambuco vive momentos de enriquecimento visível pela junção de partidos até mesmo desalinhados poiticamente. Um depende do outro e os dois fazem o todo crescer.



Que pena ver a minha Paraíba outra vez entrando numa gangorra. Não merecíamos isso. Maranhão já foi governo por 8 anos, Cassio quase isso, não era a hora de apostar no novo? E o que é o novo na política da Paraíba senão o modelo da gestão que a prefeitura da Capital engrenou como nunca se viu nos últimos 30 anos?? Porque não dizer SIM a quem está trabalhando com afinco, dedicação e amor pela causa do povo? E quem tá fazendo isso de verdade, com as contas limpas, sem aquela "sujeira" habitual das nossas "politiquinhas" de quintal é Ricardo, ou eu estou errado? Estou vendo a auto-estima se levantando de novo na cara do povo da Capital.Isso é novo, isso orgulha a gente.



Está ná hora de aprendermos a dar as mãos, antes que seja tarde demais pra nossa velha Paraíba, ou então, seguir esse projeto novo, de ver as coisas com outro tratamento político, de ver escolas funcionando, hospitais, creches, enfim...O que realmente NOVO aconteceu na nossa cidade e porque não, se aliar ao NOVO e fazer com que o Estado cresça??



A Paraíba de Ariano, Zé Ramalho, Elba, Chico Cesar, Augusto dos Anjos, Zé Lins, Nêumane, Anayde e tantos outros é muito maior do que as picuínhas. Pensem nisso!



Vamos repensar as atitudes, cavalheiros!


PS - A outra novidade é o prefeito de Campina Grande, mas confesso não acompanhar de perto o seu trabalho, enfim, daí não opinar. Portanto, se existe "sangue novo" na política da Paraíba, vamos abrir as portas pra esse povo, minha gente!





quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O PODER DA TV E O MORTO AINDA QUENTE


Sempre questionei o poder da TV. Mas que há uma força descomunal nesse aparelho que tomou conta dos nossos lares, virou a janela pro mundo, alí na nossa sala, mesmo sem nenhuma...ah, isso há! A TV é tudo alí , de graça, pra você e sua família terem ao toque de um botão:entretenimento, lazer, jornalismo, humor, cultura, novela, filmes, séries, desenhos...Nossa, como é poderosa essa TV!! Teatros no mundo a acusam de furtar seus espectadores (até porque a TV inventou o TELEspectadores), as salas de cinema também jogam pedra na telinha, inclusive diminuindo seus tamanhos para se adequarem aos novos tempos. No cinema a tela é grande, mas platéias pequenas. Com a TV aconteceu justamente o contrário: a platéia é pequena, mas as telas se agigantaram, se digitalizaram. Tudo pra prender o cara em casa. Aí, tudo foi inventado em função dessa máxima: Fique em casa! Tem delivery de tudo hoje em dia! O controle remoto foi inventado e os sofás ficaram mais aconchegantes. Canais pagos agora. 60, 120, 200? Tudo pra não tirar você de casa. E as conversas sempre giram em torno da TV. É o programa do Gugu, o jogo de futebol, a vilã da novela morre-ou-não-morre? As pessoas sabem mais do universo da telinha do que o que acontece na porta ao lado da sua. Uma grande invenção, sem dúvida. Algumas vezes mal usada, apelativa e jocosa, outras poucas vezes, cultural e educativa a TV foi pouco a pouco ganhando espaço (literalmente) na sala, nos quartos, na cozinha, no banheiro. Estar na TV é estar num outro universo...A TV dita moda, modismos, manias e maneirismos. Aparecer na TV já foi coisa de poucos, hoje, na era BBB qualquer pessoa é estimulada a querer aparecer na TV de um forma ou de outra. É a briga pela auto-audiência, o self marketing. Há pouco tempo só quem realemente tinha talento ia pra TV, que era, cheia de exigências. Tarcisio Meira, Glória Menezes, Tony Ramos, Arlete Sales eram parte dessa exigência da TV: Talento acima de tudo. Hoje qualquer Siri, Alemão, FofaBosta tá lá na telinha que tá virando telona mostrando todos os detalhes, por isso a TV de hoje não cabe imperfeição. Só naqueles programas trash de fabricadas brigas de casais. Enquanto se glorificava através do tempo, a TV foi banalizando a morte. Filmes, cadaveres, gente morta em novela, assassinato. Isso foi fazendo com que a população achasse mais fácil morrer. Aceitasse a morte de uma forma inversa. A TV foi ficando invasiva, agressiva e hostil. Pra ganhar o jogo da audiência fácil sai o Vila Sésamo e entram as lourinhas gostosas mostrando além de desenhos, as libido que tanto tentaram esconder das crianças. A busca pela audiência fez a tv ficar mais apelativa, mais crua, menos glamourosa ao ponto nem respeitar por exemplo, a morte de uma pessoa por assassinato ou atropelamento. É preciso além dos detalhes sórdidos de um acidente a fala de alguém da família.Tudo pelo resultado do Ibope. Então tá lá o corpo estendido no chão, ainda quente, e o marido/esposa/filho/parente dando um depoimento frio sobre o que havia acontecido.Se chorar, super close. Se não, a logomarca da emissora no cubo do microfone.O luto virou fade. Corta pro apresentador chamando pra daqui a pouco um canguru escapando de carros de corrida na Austrália. Fim dos tempos? Talvez.Agora respondam: Por que o marido/esposa/filho/parente deu aquele depoimento com o corpo ainda nem no caixão? Porque a TV invadiu a vida privada dele ou porque no fundo-no-fundo o marido/esposa/filho/parente queria aqueles tão famosos 15 segundos de Fama?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

E o velho GIRADOR virou ROTATÓRIA de novo (e piorada)

Já teclei aqui sobre a "paraibanice" de querer imitar os outros daqui de dentro e os de fora. Foi com o ator/diretor/comediante Ednaldo do Egypto que aprendi um pouco o porque nós somos assim...copiadores. Nos anos 30, 40 e 50 todas as coisas boas que vinham pra cá era anunciadas como uma coisa que não existia aqui. E se não existia era, naturalmente, porque nós não poderiamos "produzir". Era mais fácil reproduzir. Então os jornais e as rádios comumente anunciavam: "...um produto recém-chegado do Recife!", "...A melhor orquestra de Natal!", "...A maior cantora do Ceará!" Isso sempre nos fez a remeter a palavra bom a tudo o que vinha de fora. Daí um pouco da nossa baixa auto-estima. Pode ser. Sempre que vejo a Paraíba se destacando seja em qualquer coisa, me emociono muito. Pretinha ganhando a Meia Maratona do Rio, Ednancy vencendo no judô, Uma obra de Ariano filmada na Paraíba e com atores locais, Everaldo Pontes e Beto Quirino fazendo pontas na proxima novela da Globo. Tudo isso me emociona de tal forma que muitas vezes chego a chorar de alegria. Mas a minha alegria maior seria poder dizer na cara dos copiadores locais e das pessoas que valorizam mais o "de fora" do que a Prata da Casa, que nós temos estirpe, originalidade e talento suficiente. Ou que pelo menos eles pudessem pensar alto dizendo pra si mesmo: "Eita, é a Paraiba, sim Senhor!"
O jornal Folha de São Paulo foi um dos primeiros a utilizar a figura do ombudsman (critico do proprio jornal) nas suas páginas. Como eu era leitor domingueiro do jornal paulistano, num certo 19 de Março de 1995 o ombudsman depois de um passeio de negócios em nossa capital escreveu a forma simples como a gente definia aquele circulo no meio das pistas de trânsito que serve para mudança de tráfego, os antes chamados "Girador". Leiam um trecho:

"Fiz uma curiosa aquisição vocabular no trajeto entre o aeroporto e o centro de João Pessoa (PB), onde participei quinta e sexta-feiras do 1º Encontro Nacional de Ouvidorias e Órgãos de Cidadania. Dou um doce para quem adivinhar, no Estado de São Paulo e adjacências, o que é um "girador". Estava escrito numa placa de trânsito. Logo descobri que se trata do que hoje os paulistas chamam de "rotatória", não sem algum pedantismo tecnocrático. No fundo, uma maneira besta de dizer o que os paraibanos dizem melhor, com simplicidade: girador"

Hoje mesmo num programa de rádio, ouvi um dirigente municipal, usando do tal "pedantismo tecnocrático" expressar a palavra "rótula" para definir o nosso simples, sincero e fácil: girador. Mais uma vez, a necessidade de copiar, negando o que é nosso e que o povo de fora valoriza mais do que nós. Sinceramente, se rotatória é ruim, rótula é muito pior, concordam? Sempre soube que rótula é parte da dobradura do nosso joelho. Vamos e venhamos, parece que a gente vive negando a gente mesmo o tempo todo, como é que pode? Pois pra mim, girador é girador e vai ser sempre.


Artigo completo do ombudsman da Folha, clique em:

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Dia dos Pais é uma Bosta

Certo dia, quando estava gerente de marketing do Shopping Tambiá, na semana do dia dos Pais, entrei numa loja de moda masculina pra falar com o gerente, amigo meu. Esperando por ele vi entrar uma bela mulher com seus 30 e poucos anos e uma menina também bonita com uns 13 anos. Ela se dirigiu ao vendedor que conversava comigo e disparou:
- Moço...Qual é a pior camisa que o senhor tem aí?
- A p..p..pior??? Respondeu o vendedor abismado.
- Sim, a pior, a mais ralé, a mais barata, a mais chulé...É pro pai dessa menina aqui.Respondeu firme causando um olhar de constragimento na filha.
Dia dos pais é assim. Dia dos Pais as lojas não abrem. Dia das mãe não. O dia delas é considerado como o segundo Natal pelos lojistas, mas dia dos Pais tem sempre um pouco de raiva, ódio, rancor, amor mal resolvido. No Rio de Janieiro uma associação de pais separados fez um protesto em plena praia de Copacabana contra o que chamam de poder sobre os filhos que as mães exercem influenciando até a justiça para se posicionar contra os pais tolhendo-lhes mais direitos de ver, brincar, sair, se divertir com os filhos. Sinto isso na pele. Sou pai de 3 e de 3 mães diferentes, mães inclusive de níveis sociais diferentes, mas as três, quando querem usam as mesmas armas pra me manter afastado dos filhos. Uma quase conseguiu, as mães das meninas não. Espero que não consigam, pois filhos precisam de pais. Sei que pai é quem cria, mas se um pai, como eu, quer ficar juntos dos filhos, as mães não deviam se opor. Isso deve causar muitos problemas com as referências paternas na criança.
A gente passa um tempo com essas mulheres, troca saliva, bactérias, juras de amor, sêmem...E quando não dá certo elas viram as inimigas numero UM da gente. Que coisa. As mulheres estão atravessando uma grande onda de progresso nas suas lutas, as mulheres estão ocupando lugares importantes na sociedade e tudo isso foi brigando pelo seu lugar real na vida. Isso é maravilhoso. Mas esse tipo de atitude de colocar os filhos em constantes saias-justas contra nós é um negócio maquiavélico até. Sei que tem pai safado (do mesmo jeito que tem mãe safada). Tem pai que não tá nem aí pros filhos, não pagam pensão...(Obrigatório, meus caros, pois filhos não se fazem a sós), negam paternidade, etc...Mas não é desses pais que falo. Falo dos pais que gostam dos filhos, curtem e brigam pelo minimo que possa ser...Os filhos passam 24 horas do dia com as mães, são 8.760 horas ao ANO!!!. Nós só queremos vê-los quinzenalmente e ficar com eles numa das férias do ano. São apenas 720 horas + é claro, as quinzenas que deve ocupar outras 700 horas por aí...
São 1.420 horas que pedimos com nossos filhos. As mães ficam com 7.340 horas!!!!!!!!!!!!!!
Estão mais que na vantagem!
Por mais respeito aos pais que precisam dos filhos porque simplesmente gostam deles!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Guarda - Roupa(s)


Na pré-história homens e mulheres se vestiam iguais. Despiam a pele de um bicho felpudo, comiam-lhe a carne e esquentavam o corpo com a epiderme macia. Na Grécia ou na Roma antiga foi a vez dos lençóis cobrirem os corpos de alguns humanos. Quando inventaram a moda a coisa ficou feia, principalmente para as mulheres. Num guarda-roupa de um homem, digamos básico, deve ter: 4 camisetas, 4 camisas de botão manga curta, 3 gravatas, 2 jeans, 3 camisas de manga longa, 2 pares de sapato (um preto e um marrom), 2 pares de tênis, 1 par de sandálias havaianas, 1 par de alpercata de borracha, 2 cintos, 6 pares de meia branca, 2 pares de meia social, 3 bermudas, 2 calças sociais, 1 terno completo (preto, azul marinho ou grafite), 1 blazer (marrom, cinza ou bege), 2 bonés, 10 cuecas, 1 relógio, 1 pijama, 1 óculos escuros, 2 sungas, acho que é isso. No guarda – roupa da nossa costela do sexo oposto a coisa muda um pouco de figura. Pra uma mulher básica, deve ter: 3 óculos escuros, 8 pares de brincos, 3 colares de cores e formatos diferentes, 2 cordões com pingentes, 4 diademas ( ou arco, como queiram), 6 tipos de pulseiras diferentes, 3 relógios, 12 anéis, 1 aliança escondida entre os anéis se for casada, 4 blusas de alça e malha, 2 decotadas, 1 blusa de gola rolé, 3 blusas de algodão, 3 blazers, 6 saias (uma jeans), 2 mini-saias, 2 saias-longas, 2 vestidos longos sociais, 4 longuetes, 3 médios , 2 vestidos curtos, 3 macaquitos, 1 jeans justo, 1 jeans apertadíssimo, 1 vestido preto básico arrasador, 10 sutiãs (sendo 2 meia taça, um preto, um sem alça, 1 com alça de plástico, 2 com enchimento e o resto pro dia-a-dia), 10 calcinhas grandes odiosas, 5 médias, 3 vermelhas, 3 pretas, 1 branquinha fio dental pra marcar, 2 meias calças, 2 pares de meias de espartilho (uma vermelha e uma preta), 1 espartilho, 3 camisolas, 3 pares de meia ¾ brancas, 4 pares de meias sapatilhas, 1 saída de praia, 1 canga pequena, 1 canga grande, 2 maiôs (um bem cavado para os dias de baixa – estima), 4 biquines (1 fio dental para os mesmos dias), 3 pares de sandálias altas, 4 pares de sandálias baixas, 2 scarpin, 1 par de botas cano curto, 5 pares de tênis, 1 par de botas cano longo, 2 encharpes, 3 lenços, 2 bandanas, 6 shorts (sendo 2 minúsculos), 3 tops, 2 tailleurs, 5 blusas baby-look, 2 pares de tamanco, 4 pares de sandálias plataforma, 34 “xuxinhas” , 3 calças legs, 2 calças corsário e 1 par de sandália havaiana branca...Ufa! Acho que é isso! Totalizando: Homens – 56 peças, mulheres – 221 instrumentos de beleza e sedução. Tudo isso pros dois ficarem nus numa cama macia.

(Tive o auxilio luxuoso das minhas amigas Thiala Medeiros e Cláudia Carvalho)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

A Incapacidade de Criar e a Capacidade de Copiar


Em Recife tem um bairro chamado Torre, aqui também tem. Se dependese do deputado Walter Brito a nossa orla urbana era igualzinha a de Boa Viagem. Quando fizeram o Shopping Recife trataram logo de fazer um aqui nos mesmos moldes (se bem que shopping é tudo igual). As bandas de forró de plástico são tão ruins que se copiam em tudo. Nós éramos uma Capitania Hereditária só, a de Itamaracá, que reunia os 3 estados PE,PB e RN...Com as guerras entre índios e colonizadores vieram as divisões e João Pessoa ficou encruada entre duas cidades que cresceram muito. Por isso, como cidade menor, tinhamos que ter as outras como exemplo, tal qual um filho copia os pais. Seja pro bem, seja pro mal.


Por isso, há muito tempo os habitantes da nossa cidade tendem a copiar o que é bom e ruim das nossos vizinhos, de alhures e até de nós mesmos.


Tem gente que se vê um carro novo na garagem do vizinho, trata logo de trocar para um igual ou melhor. No comércio a máxima é: Não penso, logo, copio! Quando chegou a onda de lojas de computadores todo mundo viu grande futuro naquele comércio. Trataram de abrir lojas em todo buraco da cidade. A maioria fechou, claro...Quem tem competência é que se estabelece, já dizia meu falecido pai. Depois veio a onda de lojas de celulares. Nossa...Em cada esquina tinha uma, quando ainda não existiam as bandeiras Oi, Claro, etc...Os imitadores, ou melhor, loucos pra ganhar dinheiro na nova moda, fecharam as portas. Ficaram os comptetentes que estão aí até hoje. Já pararam pra perceber quantas Churrascarias tem na cidade?? E espetinhos??? Quando morava em Intermares tinha uma Padaria bem bacana. Em menos de um ano apareceu outra construção a 50 m dessa. O que era??? Outra padaria!! Barracas de açaí? Já temos um monte. Graças a Deus teatro não dá dinheiro nessa terra, senão ia ter um em cada esquina. As rádios se copiam entre sí ao ponto de, se vc girar o dial não perceber qual rádio é a qual? Programa de meio- dia com entrevista de politicos? Quase todas as rádios têm. Não existe opção porque não existe uma palavrinha bacana chamada: criatividade. Sem ela tudo fica pasteurizado, no pior sentido da palavra. Recentemente a minha amiga Ruth Avelino viu um dos seus melhores projetos ser copiado descaradamente. Sua festa mensal chamada Assustado (que nos remete aos bailinhos de adolescentes e a musica dos anos 70), realizada no Parahyba Café, está sendo copiada. Já teve um "Assustado" (aspas minhas) no Jangada Clube e agora tem uma outrafesta chamada Discoteke (sic!) que faz rifugo da mesma e animada tertúlia da minha comadre Ruth e o que é pior: Vai ser realizada mensalmente no...Parahyba Café. Como diria Robin, do Homem Morcego: "Santa falta de criatividade, Batman!" O cerebro é um conjunto de nervos, neurônios e músculos que existe na cabeça de todo mundo, geralmente atrás dos olhos e entre as duas orelhas. Dentro, viu? Vamos usa-lo, sob o risco de viramos uma mera Xerox das idéias alheias.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Sem Imitação não tem HUMOR




Os meninos maluquinhos do Pânico na TV, Rodrigo Scarpa (Vesgo) e Ceará (Silvio) conseguiram uma “autorização” do Silvio Santos de verdade para fazer imitação dele. O prazo acaba agora dia 11 de maio e parece que Silvio Santos, o de verdade, não vai prorrogar! O próprio Silvio, o de verdade, proibiu Tom Cavalcante de imita-lo. Corre a boca miúda que Lula quer impedir Shaolim de copia-lo tão perfeitamente. Ana Maria Braga anda irritada com Tom Cavalcante por imita-la tão “igualmentemente”. Chico Anysio, o grande, o enorme, o talento (ah, se não fosse tão chato!!!) imitava a torto e à direito. Foram mais de 200 personagens e muitos deles inspirados em personalidades reais como o pastor Tim Tones (copiando Rex Hurbard) ou o deputado Justo Veríssimo (claramante imitando o ex senador paraibano Humberto Lucena). Poxa, tem um comediante americano que imita George W. Bush...Parece com ele, até! E lá, a liberdade de expressão (a única coisa boa dos americanos) não impede nada disso. Já imaginaram o humor sem imitações, o que seria de mim e o “meu” Dom Marcelo Carvalheira ou se o senador Mão Santa mandasse João Claudio Moreno (PI) se calar? Coitado do Aramís Trindade, ator pernambucano, se Ariano Suassuna o proibisse de imita-lo? Gente, imitar é arte. Tanto é que quando a imitação é boa mesmo ou o imitado se irrita ou faz melhor: sai pela tangente e aceita a homenagem. Delfim Neto, ex ministro guardava todas as charges e caricaturas dele na parede do seu escritório. Se sentia homenageado.
Se essa onda de neguinho sair por aí cancelando tudo o que é imitação o que vai ser do humor? O humor é essa outra face da moeda. Se a vida fere o humor confere e ainda faz-nos rir.
Nós humoristas temos todo direito de imitar quem a gente quiser! Tô certo?