segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O MERCADO CENTRAL FOI REFORMADO, MAS QUEM REFORMA O COMPORTAMENTO DO FEIRANTE?

Lembro-me quando moleque, minha mãe nos obrigava a ir fazer a feira no Mercado Central. Íamos eu e meu irmão, duas pequenas mulas humanas carregar feira pra ela. Eu não gostava de ir, primeiro por ter que virar mula e segundo pela sujeira enorme que tinha lá. Isso no inicio dos anos 70. Mesmo criança, pensava comigo: “como pode um lugar que vende a comida da gente ser tão sujo?”. Aquilo me causava indignação!
Há quase dez anos moro no Edf. Caricé, no centro de João Pessoa e claro, perto do Mercado. Quando cheguei aqui, o Mercado Central ainda era uma favela-feira-à-céu-aberto. Eu entrava na maquina do tempo. O Mercado continuava sujo, imundo, tal qual minha mãe obrigava a ir. Mas agora não sei por que, pior. A sujeira estava estampada na aura das pessoas, na alma delas, como se impregnado. Depois descobri que aquela sujeira na alma do povo do Mercado não era à toa: Ali, além de frutas e comida, vendia-se sexo, cachaça e drogas. Ao invés de sair, aquela sujeira que vi na infância tinha penetrado nas pessoas de formas várias.
Na gestão do ex-prefeito Ricardo Coutinho conseguiu-se fazer o milagre da reforma do Mercado Central, inspirado nos resultados bem sucedidos dos mercados públicos de Belo Horizonte e de São Paulo. Depois de quase meio século o nosso Mercado foi reformado, mas...Quem reforma a cabeça do feirante?
De fato, é comum ver ainda hoje os pequenos focos de sujeira, aparecendo mais rápido do que as vassouras da EMLUR. De onde vem isso? Ora, o feirante que sempre esteve no meio da sujeira ainda não se desgarrou dela. Caminhando pelas novas alamedas, agora cobertas, protegendo da chuva e do sol a gente vê restos de comida no chão, palhas de feijão verde, alimentos estragados, gatos e cachorros disputando restos de comida, mas tudo causado pelos feirantes. Claro, não são todos. Há aqueles que entenderam a mensagem da prefeitura e sabem do beneficio que lhes foi dado. Mas muitos não. Muitos não se acostumaram com aquilo e em um condicionamento “pavloviano” tornam a sujar o mercado pelas próprias mãos. Ora, a gente vê “novos ricos” e seus carrões importados nas ruas jogando lixo pelas janelas, imagine um pobre coitado e sua geração que cresceu na sujeira? Fisicamente a reforma do Mercado Central é um dos maiores pontos positivos da administração centrada e correta que a gestão de Ricardo Coutinho fez, mas, quem vai mudar o comportamento do feirante? Será que ele se toca disso? Será que ele vai entender que quando faz os seus “puxadinhos” de engradados na frente do seu novo box, ele diminui o tamanho do corredor? Será que ele vai esperar sempre pelas vassouras da EMLUR?
Mas isso é dessa humanidade moderna. Não reciclamos o nosso lixo, jogamos sujeiras nas praias, cortamos árvores indiscriminadamente, emitimos gases poluentes...enfim!
Demorou uns 50 anos pra o Mercado Central ter sido reformado. Mas, na minha vã esperança, vai demorar mais um bom tempo pra o feirante ter consciência de que trabalhar com comida e limpeza é fundamental.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A VIDA NÃO É EDITADA, É AO VIVO!
- O auditório do Sebrae foi uma sacaca boa pra realização. Precisava só melhorar a iluminação. Havia muitas ”sombras” em todos os candidatos.
- Todo mundo gaguejou, titubeou na fala, mas Zé Maranhão bateu recorde, vejam as pérolas:
-“Foram melhorado” – “responsavi” –“brasí” –“dêve” (no lugar de deve) – “estamos empenhado” – “mais de setenta cidade” – “queria responder” (para Lurdes no lugar de “queira perguntar”) – “imóvi” (imóvel) – “fardamenta” – “a gente ouçe” – “todos os município” -
Sem contar aquelas fichas que ele tenta usar e na verdade atrapalham mais do que ajudam.
- Chico?Que Chico?
O companheiro Nelson Junior não ficou pra trás. Contando com aquele discurso mofado e bolorento dos anos 60, cheio de palavras de ordem, sapecou alguns atentados à língua pátria, sejam:
“cabo eleitorais” – “ ou seje” –
O pequeno pônei Marcelino do alto da sua lambança oral, encaixou entre outras, um “demostra” no lugar de demonstra e “as pessoas mais póbi (pobre)”, sem contar aquele discurso batido.
-Chico? Tinha um Chico lá?
Lurdes Sarmento, é Lurdes Sarmento. Acho que ela deve ter ficado muito feliz, porque Marcelino consegue ser menor que ela!
Mas, vamos e venhamos, democracia é uma coisa boa, mas ter que ouvir candidato que ta com 1% é fogo. Pior, como diz meu amigo Camerino, é “ouvir 1% perguntar e 1% responder”
Ricardo Coutinho foi, como sempre, muito competente com sua postura, mas bobeou quando não prestou atenção na pergunta que tinha sido feito pra ele sobre Infraestrutura. Em compensação, além da claque que urrava lá fora cada vez que falava seu nome (vazando pro estudio-auditório), foi o primeiro que “puxou palmas” para TV Clube no final do debate.
Nem o nosso Nonato Guedes escapou. Com seu cabelo peculiar, disse algo desconexo para o grande jornalista que é. Aí escapou do seu brioso cérebro um “interiorizado em cidades do interior”
Em algum momento falou-se tanto no candidato ao senado, Cassio Cunha Lima, que por ora podia se achar que o candidato ao governador era ele e não Ricardo. Principalmente Nelson Junior, que vociferou cobras e lagartos contra a aliança da chapa Por Uma Nova Paraíba. Cheguei a pensar que ele é que era “laranja” (vocês entendem o que quero dizer)
Napoleão, tenso no inicio, dominou a bola do meio pro fim, mas tenho uma observação: Cada vez que ele tinha que “passar a bola” de um candidato pra outro entre réplicas e tréplicas levava um precioso tempo de 5 segundos. Como isso foi repetido à exaustão, perderam-se aí preciosos minutos. Sem contar na “gafe” de terem “esquecido” Lourdes Sarmento na pergunta dos jornalistas. Pena!
No final, salvaram-se todos. O debate foi muito bom, aliás o debate é sempre bom, porque o candidato se mostra, se desnuda. Até porque a vida é “ao vivo” e não “editada”.
-Sinceramente, não percebi nenhum Chico lá!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Pimenta
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Pimenta boa é aquela da qual você, antes de mais nada, não tenha medo dela. É aquela que você encara em busca do prazer. Igual a paquerar e ir pra cima de uma mulher linda, quase impossível. Pimenta não importa a cor, é preciso sabor. Pimenta boa é aquela que penetra nas mucosas, alcançando, mais rápido que os simplórios 9´72 s do jamaicano Usian Bolt e chega mostrando ardor e sabor. Na boca, do palato ao assoalho ocupa cada célula da mucosa bucal como um bando de sem terras invadindo uma área produtiva. Pimenta boa é aquela que adoça uma comida boa ou ruim, é um riff de guitarra de Zé Filho, se encaixando entre os dentes, procurando espaço, criando uma amálgama entre o gosto da comida e o ardor e sabor.Pimenta boa é aquela que você, da segunda vez, coloca mais pingos que da primeira.
Tocar numa pimenta ou abrir uma garrafinha, por menor que seja, exige gestos delicados, postura confiante e poder de decisão, pois caso não obedeça essas regras básicas, nada feito.Usar pimenta é pra profissional. Usar pimenta sem conhecer o conteúdo, teor, sabor, ardor é como comer sem camisinha, risco total.
Pimenta boa entra sem pedir licença, invade, penetra, diz a que veio e a boa mesmo é aquela que você decide duelar com ela como cowboys no deserto do Arizona. Quem saca primeiro? A minha vontade de pingar ou a vontade da malagueta de invadir?
Seja como for, com pimenta não se brinca, há de se ter o maior respeito, pois caso contrario, “naquele” lugar, nem tomando muito refresco gelado alivia.








